tanta coisa pra fala, né? mto tempo sem postar... nah num tem mta coisa pra falar sobre minhas férias, mas sim, sei la de uma inspiração que acabou de chegar de férias e colocá-la no blog. Senão vejamos, cegos, surdos, mudos... pois é, agora a pouco me toquei novamente sobre esse tipo de gente, naum falo dos deficientes visuais e auditivos na integra, mas sim dos cegos surdos e mudos metafóricos, pessoas que por mais q vc fale, elas vão continuar te olhando com cara de "está tudo bem" e falar "vc viu o superpop ontem?" eh triste, me da um desespero no fundo da alma ver isso. Uma "fábula" q inventei na minha mente confusa pode traduzir esse meu sentimento.
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Diário de um homem preso... Data: Não interessa
Hoje, mais um dia comum em minha cela, a TV ligada, o tempo la fora fechado como sempre, minha cama abarrotada, a vista da porta da minha cela num mudou nada, as paredes de sempre, a vista de sempre e a programação da TV q eu tanto amo e idolatro... mas hoje, hoje foi um dia diferente, diferente de tudo na minha vida. Um homem, aquele homem, andando pelo corredor (corredor que nunca vi, uma alma se quer, andar antes) ele veio, assoviando, e girando em sua mão direita uma argola com várias pecinhas cumpridas de ferro, ele andava tão calmo, e ao passar pela minha cela e ver q eu o observava perplexo, ele jogou um daqueles objetos pra dentro da minha cela e continuou andando, foi embora até onde minha vista de dentro da cela alcançasse, fiquei espantado com aquele objeto, eu o peguei, observei por um bom tempo e me perguntei "Para que serve isto?". Passei horas olhando aquele objeto e investigando pq ele jogou aquilo na minha cela, e pra q servirá essa coisa?
De repente, uma idéia me veio à cabeça, fui até a porta da cela, e o objeto entrou no buraquinho que tambem naum sabia pra que servia. Fiquei olhando, achei bonito, mas vi que podia girar aquilo, ao dar uma volta, algo espantoso aconteceu, a porta se abriu, eu nem sabia que aquilo se abria, meu corpo se estremeceu, a adrenalina tomou conta de mim, nunca imaginei algo como aquilo. Eu resolvi sair da cela, será que é proibido sair daqui? eu quero ver oq tem lá fora... eu sai, vi um corredor, enorme, extenso, com varias e varias celas, como a minha, aquele corredor nunca acabava, essa foi minha impressão. Segui andando, fui até a cela ao lado, havia um homem sentado em frente a TV, assim como eu fazia, e o chamei "EI!!" ele se virou, me olhou com cara de pouco espanto e logo lhe disse ao ele me olhar "você sabia que pode sair dai? Vem comigo, vou dar um jeito de te tirar dai", apenas gastei minha voz, ele virou de volta para a TV. Resolvi proseguir para a proxima cela, na outra, havia uma mulher, com cabelos lindos, um rosto delicado, parecia uma modelo da TV. "Senhorita!" dessa vez nem fui avistado "Ei! Você!" ela nem tirou os olhos da TV, eh como se naum estivesse la. Resolvi partir para mais uma tentativa, fui até outra cela(todas elas são identicas a minha, ow seria a minha à deles?), vi uma mocinha mais nova dessa vez, ela assistia TV (todos fazem isso). Logo comecei o dialogo "Senhorita!" ela se virou pra mim, fiquei espantado, e ela respondeu "oi" com um sorriso, e já lhe ditei o fato "você sabia que não precisa ficar presa à essa cela?" ela respondeu "ah que legal... você viu a vencedora do concurso de misses?" e voltou o rosto para a TV e ficou falando um monte de besteiras que pra mim não faziam mais sentido.
Prosegui desanimado para fora daquele corredor, não adiantava, eles não iriam sair de lá. Andei por uma hora, parecia que aquele corredor não acabava, ao fim daquele corredor, uma escada, eu desci todo o lance de escadas, o que me totalizou 2 andares, o andar térreo era o mais triste, gente que mau comia, suja, e nem percebiam minha presença. E fui andando por aqueles corredores que ficaram mais tenebrosos, as paredes eram mais sujas, as luzes piscavam, os risos obscuros daqueles moradores ao fundo, a voz da TV que não mudava. Uma porta dupla, foi isso que me fez ver que eu não andei em vão. Mais uma vez a adrenalina passou por todo meu corpo, até que eu atravessei aquela porta...
Deserto, céu cinza, corvos sobrevoando o deserto que nada dará, eu fiquei perplexo, esperava algo que se parecesse com a TV, mas, me enganei, será que tudo que vi na TV eh mentira? Andei cerca de 1 kilometro e observei bem o predio em q me encontrava, era um edificio bem grande, com 3 andares, era sujo por fora, engordurado, a gordura escorria do 3º andar, bem pouca e no térreo as marcas de gordura eram bem notaveis, a parede era inteira suja. Resolvi me voltar de costas para aquela construção e proseguir minha jornada, preferia morrer no deserto do que morrer naquela construção.
Andei por 2 Km aproximadamente e à minha esquerda, vi uma edificação distante, plana, tinha apenas 1 andar, larga, vazia, destruida, parecia esquecida, esses ultimos detalhes q disse, só percebi quando cheguei perto dessa construção. Havia uma bandeira vermelho escura hasteada, rasgada já, com certeza esta bandeira foi mais vermelha no inicio. Entrei na edificação esperando por ajuda, alguem que me ouvisse.
Ao entrar vi que não havia celas, mas sim, varias salas, confusas, parecia, um escritorio, imenso, um escritorio destruido, portas no chão, cadeiras derrubadas, marcas de sapato por todo o chão, com certeza foi uma algazarra antes de sairem daqui. Fui andando por essas salas que eram iluminadas pela luz triste do sol que estava por tras das nuvens. Havia um homem dentro de uma dessas salas, percebi q usava roupas verdes, uma boina vermelha, ele susurrava para um pôster de um homem que tambem usava boina vermelha e tinha cavanhaque. Ao ele perceber minha presença, se virou rapido e me observou, espantado, e começou a falar, como uma metralhadora, eu não entendia nada de suas palavras, ele falava com firmeza, com certeza dizia algo que deveria ser verdade absoluta, ow que acreditasse ser verdade. Eu não entendia nada do q ele dizia e comecei a me desesperar ao perceber que estava sozinho naquele lugar estranho, nenhum lugar era mais confortavel que minha cela, da qual naum devia ter saido, tudo vinha tao rapido a minha cabeça, a voz dele, o predio q estava, o predio do qual sai, os corredores, a chave... e em meio aquele desespero corri, corri o maximo que pude, sai daquela edificação sinistrae voltei ao deserto e corri mais e mais, até onde minhas pernas aguentassem.
Quando estava chegando ao edificio do qual tinha saido, resolvi parar, para pensar, oq se passava naquele momento, ofegante, passei a observar, oq havia naquele deserto... a edificação da bandeira vermelha, o prédio do qual sai, e... uma cabana, ao longe... mas desisti de ir até la, ja percebi que era algo como todos os outros, mais uma tentativa, vi que estava destruida, aos pedaços... Nesse momento cai em depressão e resolvi voltar as minhas origens, no caminho, achei uma corda, não sabia pra que me serviria, mas levei por instinto. Entrei no edificio, fui andando pelo corredor, de tão desiludido e triste, não via mais o horror daquele corredor, nem ouvia as gargalhadas sinistras, apenas andava de volta para minha cela, triste, quase me arrastando. Voltei à minha cela e cai em prantos, eu era o unico que tinha pensamento proprio por aqui, e acho que essa eh a maior maldição que pode sofrer um homem. Será que aquele homem que me entregou a chave, era bom? era ruim? será que aquilo foi voluntario da parte dele? sera que aquilo foi pensado? eu não sei.... não consigo mais pensar, agora que estou terminando meu relatorio, das minhas tragicas descobertas, achei uma utilidade para a corda que achei no caminho para cá... espero que alguem leia isso um dia, e não passe pelo que passei, não sei que conselho dar agora, não sei mais oq escrever, apenas... este mundo não presta... adeus...
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Ok, vamos analizar essa fabula agora? certo eu sei q vc num aguenta mais ler, eu tb num aguento mais escrever, ja to escrevendo há 1 hora(e pensar q tudo isso vai virar lixo virtual um dia, ironico naum? xD)
Por que ele tem uma TV?
Todos temos uma TV hoje em dia, todos ficamos antenados nessa caixinha preta. E tem uma dessa em cada cela para mostrar que todos temos fixação por ela
Por que uma cela?
Cela, eh uma boa palavra pra definir a nossa posição social. não nos importamos com nada nem ninguem, nos fechamos
Por que um edifcio? e por que ele tem 3 andares?
Achei q essa prisão seria perfeita para mostrar a nossa sociedade atual, 3 andares, que significam as 3 clases sociais, classe alta, classe média e classe baixa. A gordura do edificio seria para mostrar as impurezas, a sujeira mesmo... que não aparece no 3º andar (classe alta) mas eh mto visivel no 1º andar (classe baixa)
O que é a outra edificação?
Seria uma simbologia ao comunismo(a bandeira eh uma boa pista não?), algo diferente da prisão que estava, e dentro dele há um rapaz comunista que fala ideias incabiveis ao nosso personagem(sim o rapaz idolatrava Che Guevara)
E a cabana?
Uma outra ideologia mais simples e mais infame... sem mais detalhes
Quem era o homem que entregou a chave?
meu professor
hehehheheheheh caralho escrevi mto, num aguento mais... bem, mais perguntas? posta ai q eu respondo(naum eu naum sou gay, nem filho da puta) xDD otro dia eu posto mais, se vc leu até aqui vc eh um vencedor pq nem eu tenho paciencia pra ler tanto, puta merda >.<
FLOW AEW \o\
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário